mergulhem-se

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Bukowiski, Sem Meias

trecho:

(...)"rumo a mim mesmo, à minha casa, a alguma coisa. o velho calhambeque ainda dava no couro, eu também, com toda a rua pela frente. o sinal fechou, achei metade de um charuto no cinzeiro, acendi, queimei de leve o nariz, o sinal abriu, traguei, expeli a fumaça azulada, pra que perder as esperanças? sempre surgiam novas oportunidades, mesmo frustrado e voltando pro mesmo lugar.

estranho: volta e meia deixar de foder é melhor que foder.
apesar de que posso estar enganado. em geral dizem que estou."

Bukowiski, Fabulário geral do delírio cotidiano, Sem Meias

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